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Chegou o que Faltava é campeã do Grupo A do Carnaval de Vitória 2022

A vencedora do Grupo A do Carnaval de Vitória 2022 foi a Chegou o que Faltava, que voltará para a elite do carnaval capixaba, desfilando no grupo especial em 2023. A apuração foi realizada nesta quarta-feira (13), no Sambão do Povo, no bairro Mario Cypreste, em Vitória. A escola teve 179,8 pontos na apuração.

A Associação Cultural Chegou o Que Faltava é uma escola de samba sediada no bairro de Goiabeiras, na capital capixaba, possuindo as cores azul, rosa e branco. Com o enredo "Chegou a realeza dos campos dourados que alimentam a história. Sustento da Vida", a agremiação teve como destaque David Brazil, que com muita simpatia e carisma, levou o público à loucura.

Desfile da Chegou o Que Faltava. (FOTO: Semgov/PMV)
Com alas criativas, coloridas e ricas em detalhes, a escola contou a história da presença da lavoura de milho em várias civilizações. Um livro se abriu na avenida, revelando o cereal utilizado de diferentes maneiras na culinária.

A escola trouxe entre seus componentes David Brasil, que deu show de samba e simpatia. A fantasia dele significava o DNA da transformação. "Foram dois anos bem atípicos, mas a escola contribuiu com a comunidade, nos tornamos ainda mais parte de Goiabeiras. Nosso Carnaval está lindo, mas é mais do que isso, não é só Carnaval. É o Carnaval, é a comunidade, é cultura, é emprego e dignidade", destacou o presidente Rafael Cavalieri.

A comissão de frente, trabalho do coreógrafo Murilo Alves, encantou o público dando vida aos espantalhos. Se na lavoura o papel do espantalho é fazer com que pássaros fiquem longe do milharal, na proposta de desfile, os simpáticos bailarinos tinham a missão de espantar a tristeza. E cumpriram com louvor!

Logo a seguir, o pavilhão da escola veio defendido pelo primeiro casal de mestre-sala e porta-bandeira, Rodrigo Mattos e Andressa Cadette. A fantasia deles representava o sustento da vida.

O primeiro setor da escola trouxe os povos da chamada Mesoamérica: tribos dos Quiches, dos Otomis, dos Mixtecas, Olmecas, Toltecas, Maias, Astecas e Incas, que guardavam uma profunda relação com o cereal tema da escola. Os ritos de adoração ao milho, cultuado por esses povos, inspirou o carro abre-alas da Chegou, batizado de "Civilização Sagrada", trazendo muito dourado para o Sambão do Povo.

À frente da alegoria, o esplendor de Emmanuelle Oliveira, destaque de chão, membro da diretoria da escola e apaixonada pela Chegou há dez anos. As baianas vieram vestidas de divindade: o deus asteca Quetzalcoál, representado no formato de uma serpente alada, que tinha relação com a vida, a vegetação, os alimentos e a força espiritual.


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