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Morre o escritor capixaba Sérgio Blank

O escritor Sérgio Luiz Blank, 56 anos, morreu nesta quarta-feira (22), com suspeita de ter sido vítima de infarto. Segundo a irmã, o corpo do capixaba foi encontrado na tarde de quinta-feira (23), na casa onde o mesmo residia, em Campo Grande, Cariacica.

Morre o escritor e poeta Sérgio Blank, aos 56 anos, em Cariacica. (FOTO: Marcelo Siqueira)
A família de Sérgio não divulgou informações de velório e enterro. Lembrando que os mesmo estão restritos devido a pandemia da Covid-19, que proíbe aglomerações.

No grupo do Facebook do Instituto Histórico e Geográfico do Espírito Santo (IHGES) foi divulgada uma nota oficial comunicando o falecimento.

"Comunicamos o falecimento de nosso Associado Honorário SÉRGIO LUIZ BLANK, ocorrido ontem, 22.07.2020.
O associado também era membro da Academia Espírito-santense de Letras, onde ocupava a Cadeira n.º 9.
Requiescat in pace."

A morte de Sérgio Blank ocorre exatamente um ano após sua posse na cadeira número 9 da Academia Espírito-santense de Letras, ocorrida em 23 de julho de 2019.

A última publicação do escritor no Facebook, feita na manhã de quarta-feira (22), foi sobre visitar escolas e o contato com crianças. "Fico feliz quando sou convidado para visitar escolas e conversar com as crianças sobre meu livro Safira. Gosto quando as professoras me apresentam com um escritor infantil. O compromisso de um escritor infantil devia ser soltar pipas, jogar bola de gude, tomar banho de chuva descalço, comer fruta tirada-do-pé, colecionar álbuns de figurinhas, brincar de pique-esconde e comer algodão-doce feito de nuvens. Essas pequenas delícias da poesia. Aprecio ser um escritor infantil."

Sérgio Blank nasceu em 07 de abril de 1964, em Vitória. Era jornalista e poeta. Adquiriu o hábito de leitura ao frequentar a biblioteca da escola na infância. O livro mais recente do escritor chama-se Blue Sutil e foi lançado em fevereiro do último ano.

Além desse, o poeta é autor de seis obras sendo Safira (1989), Poesia: Estilo de ser assim, tampouco (1984), Pus (1987), Um (1988), A Tabela Periódica (1993) e Vírgula (1996). Os dias ímpares – toda poesia (2011), reúne os cinco títulos anteriores.

Os amigos a exemplo do secretário de Cultura de Vitória Francisco Grijó, da fotógrafa Zanete Dadalto e da musicista Gracinha Neves publicaram mensagens nas redes sociais.




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