Pular para o conteúdo principal

Academia Espírito–santense de Letras comemora centenário

A Academia Espírito-santense de Letras (AEL) celebrou nesta segunda-feira (20), 100 anos de existência. E para comemorar a data, uma solenidade ocorreu no Salão São Tiago, do Palácio Anchieta, na Cidade Alta, Centro de Vitória.

O evento contou com a apresentação do Quinteto de Cordas da Orquestra Sinfônica do Espírito Santo (Oses) e a entrega da Comenda Kosciuzko Barbosa Leão para dez acadêmicos, em reconhecimento aos méritos.

Fabrício Noronha. Renato Casagrande, Ester Abreu e José Roberto Santos Neves durante a solenidade. (FOTO: Divulgação)
Estiveram presentes, além dos homenageados, diversas autoridades políticas e culturais, a exemplo do governador Renato Casagrande; do secretário estadual de Cultura, Fabrício Noronha; o sub secretário de Cultura de Vila Velha, Manoel Góes; o vereador de Vila Velha, Joel Rangel; o poeta e trovador Clério José Borges; o membro da AEL - cadeira 40, patrono Antônio Ferreira Coelho -, Anaximandro Amorim; e o músico e poeta Betho Penedo.

"Noite de encontros, reencontros e de celebração literária na solenidade do centenário da Academia Espírito-santense de Letras. Parabéns para a AEL e aos seus acadêmicos pelo trabalho de difusão da literatura produzida no Espírito Santo", destaca José Roberto Santos Neves, jornalista e escritor que recebeu a comenda.

História
Em julho de 1921, o advogado e parlamentar Alarico de Freitas e o jornalista Sezefredo Garcia de Rezende idealizaram a fundação de uma Academia de Letras, na Capital do Espírito Santo.

Na época, convidaram o professor Elpídio Pimentel para, ao lado deles, levar avante a ideia, a exemplo do que tinha ocorrido em outros Estados. No mesmo mês, no dia 31, realizaram uma sessão extraordinária, no Clube dos Boêmios, convidando Dom Benedito Paulo Alves de Sousa, bispo diocesano, para ser o primeiro a presidir a Academia. 

Somente em 4 de setembro do mesmo ano, foi realizada uma nova sessão extraordinária, aprovando então um documento que consolidou na história a Academia como o verdadeiro marco de fundação.

Solenidade ocorreu no Palácio Anchieta, em Vitória. (FOTO: Reprodução)
O papel da instituição
A Academia Espírito-santense de Letras tem como finalidade incentivar a cultura, promover a criação de associações culturais, divulgar e incentivar a leitura e a criação de bibliotecas, promover concursos literários, manter o intercâmbio com outras associações, participar de projetos que visam à integração cultural e realizar pesquisas com vista ao desenvolvimento literário do Espírito Santo.

Dentre as personalidades que fizeram parte da Academia, destacam-se juristas, professores e jornalistas, além de políticos, militares, religiosos, servidores, empresários e profissionais liberais, juntos no interesse pela cultura e a literatura.

Além do destaque para acadêmicos célebres, que dão nome a ruas da Capital, como Jerônimo Monteiro, João Clímaco, Graciano Neves e Aristóbulo Barbosa Leão.

Atualmente, a Academia Espírito-santense de Letras é presidida pela professora Ester Abreu Vieira de Oliveira. Mas vale destacar que a primeira mulher a chegar a tal cargo foi a acadêmica Maria Helena Teixeira de Siqueira, eleita para o mandato 2002-2004.

Por sucessos e percalços passaram estes anos que antecedem ao centenário da Academia Espírito-santense de Letras, que exerce o papel de um emblema da preservação da cultura e da literatura no Espírito Santo.

Comenda Kosciuzko Barbosa Leão
Kosciuzko Barbosa Leão foi professor, poeta e ensaísta. Ele foi o primeiro ocupante da Cadeira 36, patrono José Joaquim Pessanha Povoa. Foi ele quem doou a sede da Academia Espírito-santense de Letras. 

Em honra a este acadêmico-benfeitor e reconhecimento pela generosa doação de seu imóvel, que se tornou a sede da Academia, os acadêmicos criaram esta comenda, que se tornou a maior honraria desta confraria. Na ocasião, foi entregue uma comenda a dez acadêmicos como forma de reconhecimento de seus méritos.

Receberam a comenda os acadêmicos:
1-  Maria Bernadette Lyra  - 5ª ocupante da cadeira número um, patrono Marcelino Pinto Ribeiro Duarte;
2- Adilson Vilaça de Freitas - 5º ocupante da Cadeira 13, patrono José Marcelino Pereira de Vasconcellos;
3-  Marcos Tavares - 7º ocupante da Cadeira 15, patrono José Colatino do Couto Barroso;
4- Fernando Antônio de Moraes Achiamé - 3º ocupante da Cadeira 17, patrono José de Mello Carvalho Moniz Freire;
5- José Carlos Mattedi - 4º ocupante da Cadeira 18, patrono Mons. Eurípides Calmon Nogueira da Gama Pedrinha;
6- Pedro J. Nunes - 5º ocupante da Cadeira 25, patrono Antônio Vieira Motta;
7- José Roberto Santos Neves - 4º ocupante da cadeira 26, patrono Christiano Vieira de Andrade;
8- João Gualberto Moreira Vasconcellos - 3º ocupante da Cadeira 29, patrono Virgílio Rodrigues da Costa Vidigal;
9- Ítalo Campos - 3º ocupante da Cadeira 31, patrono Orlando da Silva Rosa Bomfim;
10- Magda Regina Lugon Arantes - 2ª ocupante da Cadeira nº 28, patrono Manoel Jorge Rodrigues;
11- Rômulo Salles de Sá, presidente de Honra da Academia Espírito-santense de Letras – 3º ocupante da Cadeira 35, patrono Jerônimo de Souza Monteiro.

Confira outros registros da solenidade:
Fotos: Peggy Maressa, Anaximandro Amorim e Reprodução de redes sociais






Comentários

Mais lidas

Agenda Capixaba #43

Agenda Capixaba #40

Agenda Capixaba #37