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Tobi Gil fala do América 4 em rádio da França

Tobi Gil e Wilson Coêlho foram entrevistados. (FOTO: Divulgação)
Na tarde do último sábado (30), o boliviano Tobi Gil, fundador do grupo América 4, e Wilson Coêlho, integrante do grupo e diretor de teatro da Escola de Teatro e Dança FAFI, foram entrevistados pela Rádio TSF 98 FM, de Hérouville Saint Clair, comuna da Baixa-Normandia, na França.

A entrevista foi ao vivo por telefone direto de Vila Velha. Tobi Gil lembrou, durante a entrevista, os principais acontecimentos do América 4. "O América 4 é uma mistura com tambores de congo e tambores de maracatu. Os tambores de congo são tradição aqui no Espírito Santo", disse em trecho da entrevista ao programa 'Cordillere des Andes', comandado pelo locutor Alcides Delgado.

Wilson Coêlho também falou do grupo e traduziu em português as falas de Tobi. "O mais importante que eu vejo em toda a obra do América 4 desde 87 quando realmente a banda começou a se fundar é justamente de trazer as origens da América Latina, não no sentido somente musical, mas também do político, do social, do envolvimento com grupos, com movimentos culturais, então isso enriqueceu muito a música, porque não é um grupo que trabalha isolado, mas que está na comunidade, que faz intercâmbio", afirmou.

Wilson Coêlho traduziu falas do boliviano durante entrevista ao vivo para rádio francesa no último sábado (30). (FOTO: Divulgação)
Na entrevista também foi falado de que poucos brasileiros se sentem latino-americanos. "É muito importante para o Brasil, porque geralmente os brasileiros dizem 'os latino-americanos', mas na verdade nós também somos latino-americanos, então acho que o América 4 faz essa aproximação, ele talvez acorde muitos brasileiros que não sentem, não se sabem latino-americanos", disse Wilson.

O diretor de teatro da FAFI também falou da mescla de instrumentos pelo grupo. "A riqueza está nas mesclas desses instrumentos, que trazem os primitivos com os modernos, e com os movimentos, porque o maracatu não é só um tambor, o maracatu é de um povo, é de um grupo social que faz a sua festa, como aqui o congo é uma expressão muito forte no Espírito Santo e que surgiu com os índios, e depois se reuniu com os negros num naufrágio. A história conta que os negros queriam comemorar e encontraram os índios", concluiu.

Alcides Delgado, locutor da rádio TSF 98 FM, da França. (FOTO: Reprodução)
Trajetória do grupo
O grupo América 4 surgiu nos anos 80, em Minas Gerais, com a união de músicos de grande trajetória artística que vêm da Bolívia, Brasil, Argentina, Peru, Uruguai, Honduras e Venezuela. O grupo hoje está radicado em Vila Velha. Tem como base a música da América Latina, mas assume que sofreu uma grande influência dos músicos mineiros, principalmente do Vale do Jequitinhonha, e dos tambores de congo do Espírito Santo. É desta fusão que o grupo tira a energia para se apresentar ao público.

Com uma longa experiência adquirida nos muitos palcos brasileiros e latino-americanos, vem divulgando o seu trabalho, sempre mesclando zamponhas, toyos, quenachos, charangos, casacas, bombos legueros, flautas andinas e tambores de congo, complementando com os instrumentos convencionais. O público é sempre envolvido em uma maravilhosa cantoria de integração dos povos latino-americanos:  O canto dos quatro cantos da nossa América.

O grupo já dividiu palco com artistas como Dércio Marques, Rubinho do Vale, Marku Ribas, Sérgio Moreira, Celso Adolfo, Saldanha Rolim, Maurício Tizumba, Marcos Ruas e muitos outros. E também já participou de shows com artistas como Fagner, Zé Ramalho, Sá e Guarabira, Sérgio Reis e Zé Geraldo.

O América 4 gravou os seguintes discos: Minas Latina (1990), Amo Espírito Santo (1991), 5 Anos de Estrada (1992), Fusão Latina (1996), Tambores de Congo (1998), 12 Anos de América (1999), Coletânea Grupo América 4 Música Latino- Americana (2000), América 4 - 25 Anos (2014) e América Latina (2015).

Confira abaixo a entrevista na integra a partir de 24 min e 53 seg:

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