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Carnaval de Vitória: Desfiles do Grupo Especial

Neste sábado (15), os desfiles das escolas do Grupo Especial do Carnaval de Vitória marcaram o momento mais esperado para os foliões no Sambão do Povo, em Mario Cypreste, na capital capixaba.

Desfile da Unidos da Piedade abriu a noite do Grupo Especial. (FOTO: Gustavo Andrade/OMMC)
Unidos da Piedade 
Com um samba-enredo emocionante, a Unidos da Piedade iniciou o desfile das escolas do Grupo Especial pontualmente às 22 horas deste sábado (15) homenageando grandes personalidades do Brasil e do mundo com um nome em comum: "Francisco's".

Apesar de a escola mais tradicional de Vitória entrar com muita garra no Sambão, colorindo a avenida de verde, vermelho e branco, alguns problemas durante o desfile podem prejudicar a nota final da Unidos da Piedade.

Um dos carros alegóricos quebrou, deixando um espaço maior que o esperado entre duas alas durante o desfile. Outro momento de tensão foi o desmaio da primeira porta-bandeira, Layla. Apesar do susto, ela se recuperou depois.

Mesmo com essas dificuldades enquanto acontecia o desfile, a escola não desanimou e levantou o público das arquibancadas e dos camarotes, que cantavam juntos "Oh Piedade seja porta voz nesse momento que se plante mais amor para afastar o sofrimento."

A agremiação que representa as comunidades de Piedade e Fonte Grande levou para o Sambão 2 mil integrantes, em 16 alas, com três carros alegóricos e um tripé.
A Unidos de Jucutuquara tenta quebrar um jejum de 11 anos sem título. (FOTO: Gustavo Andrade/OMMC)
Unidos de Jucutuquara
A Unidos de Jucutuquara, que completou recentemente 48 anos de fundação, levou para a passarela do samba o enredo "Griot", mostrando e valorizando a arte, a força e a história dos negros.

Algumas figuras permeadas em todos os setores estavam diretamente ligadas à questão da representatividade africana. A ideia foi mostrar o negro como protagonista, contando sua própria história.

A Jucutuquara veio com 18 alas, quatro carros alegóricos, dois casais de mestre-sala e porta-bandeira e 1.5 mil componentes. O desfile foi marcado por homenagens a personagens como Mercedes Baptista, que mistura a dança do Orixá com ballet clássico, e ao Ile Aiyê, bloco que resgata toda ancestralidade negra.

Outros "Griots" lembrados na avenida foram Machado de Assis, Elisa Lucinda, Abdias do Nascimento e Pantera Negra (super-herói negro dos quadrinhos que vive em Wakanda), entre vários outros nomes. 

Um dos setores ainda trouxe a produção artística da juventude negra nas favelas, o movimento hip-hop, samba e grafite.
Mesmo com o atraso no fim, a MUG é uma das favoritas ao título. (FOTO: Gustavo Andrade/OMMC)
Mocidade Unida da Glória
Com carros grandiosos, fantasias multicoloridas e coreografias ousadas, a Mocidade Unida da Glória (MUG), terceira escola da noite, mostrou que está na disputa por mais um título do Carnaval de Vitória. 

Pela empolgação do público, que cantou com a escola durante todo o desfile, a vermelho e branco fez mais um grande Carnaval.

Como todos os anos, os elementos dos carros faziam movimentos articulados com shows de luzes, fumaça e chuva de papel picado. O espetáculo só não foi perfeito no final: os participantes tiveram de correr, literalmente, contra o tempo, na parte final da avenida. A escola cruzou a linha amarela com 4 minutos de atraso.

Segundo o presidente da agremiação, Carlos Roberto dos Santos Ribeiro (Robertinho), a MUG levou 1.600 componentes para o Sambão do Povo, divididos em quatro carros e 19 alas. 

O enredo "Oby – O Imaculado Santuário das Lendas" foi desenvolvido a partir do olhar de um aventureiro holandês que, após um naufrágio no litoral capixaba, desperta em pleno santuário Oby.
A bateria Pura Ousadia, da Boa Visya, que foi a quarta escola a desfilar. (FOTO: Gustavo Andrade/OMMC)
Independente de Boa Vista
Com o enredo "O voo da Águia anuncia: A festa é Boa pode chegar. Ao som de uma linda sinfonia a música capixaba celebrar", a Independente de Boa Vista, quarta escola a desfilar no Grupo Especial, na madrugada deste domingo (16), fez a alegria dos foliões no Sambão do Povo.

Pentacampeã do Carnaval de Vitória, a escola de Cariacica mostrou por que deseja tanto a sexta estrela. A agremiação fez uma bela homenagem à música e às bandas capixabas que brilharam e ainda se destacam nos palcos capixabas, no Brasil e até mundo afora. Roberto Carlos, por meio de seu cover, foi destaque de um dos carros alegóricos, que também fazia homenagem a Alexandre Lima e trazia outros músicos locais. 

A azul, vermelho e branco levou a boa música do Espírito Santo para a passarela e fez o público vibrar com um samba-enredo contagiante, encerrando o desfile sem qualquer incidente.

Foram quatro carros alegóricos, dois tripés, 20 alas e 2 mil componentes. Alguns dos artistas homenageados foram Maurício de Oliveira, Natercia lopes, Alemão do Forró, Jeremias Reis, Mamíferos, Lula de Vitória, Carlos Papel, Amaro Lima, Manimal, Casaca, Macucos, a galera do Dia D, Xiru do Sul, Beto Kauê, Andréa Nery e Edson Papo Furado, entre outros.
A Novo Império abordou o universo infantil e defendeu o direito das crianças. (FOTO: Gustavo Andrade/OMMC)
Novo Império 
A Novo Império mostrou que o Carnaval pode mesclar beleza e alegria com reflexões sociais. Com o enredo “O bê-a-bá dos guris – uma lição para todos”, a escola de samba de Caratoíra levou para a avenida a infância e seus direitos segundo o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), que completa 30 anos em 2020.

Além de destacar o ECA, a Novo Império também trouxe em destaque uma ala mostrando as crianças em situação de rua, em um ambiente sombrio, com brigas e abandonado. Um cenário que se destacou diante das outras alas da escola, coloridas e alegres.

A Novo Império também destacou a saúde na infância, com um carrossel de vacinas e componentes fantasiados de gotinhas e vírus. A escola também destacou a parte lúdica das crianças, com alas repletas de pessoas fantasiadas de doces, com direito a algodão doce para a plateia e de brincadeiras como futebol, cubo mágico e amarelinhas. 

Para finalizar o desfile, a Novo Império trouxe um carro alegórico com o ECA e outros livros, seguido de crianças e adultos vestindo becas, numa alusão de que a educação é o melhor caminho para a infância e para o futuro da sociedade.
A Imperatriz do Forte reviveu a Rota Imperial no Sambão do Povo. (FOTO: Gustavo Andrade/OMMC)
Imperatriz do Forte
Penúltima escola a desfilar, a Imperatriz do Forte levou para o Sambão do Povo toda a riqueza histórica e beleza da Rota Imperial, a estrada que ligava Vitória a Ouro Preto, em Minas Gerais, no século XVIII. 

Com o enredo "Das Terras de Vila Rica à Vila Nova do Espírito Santo: Imperatriz Engalanada Apresenta a Rota Imperial de São Pedro D’Alcântara", a agremiação atravessou a avenida com 1.3 mil componentes, 21 alas, três carros alegóricos e dois tripés.

De volta ao Grupo Especial no ano passado, depois de ser campeã, em 2018, no Grupo de Acesso, o desafio da escola neste ano é manter-se na elite do Carnaval de Vitória.
A São Torquato teve o samba-enredo entoado pelo público que amanheceu no Sambão do Povo. (FOTO: Leonardo Silveira)
Independentes de São Torquato
A Independentes de São Torquato fez um convite irrecusável este ano: embarcar numa fantástica viagem ao "Portal das Ilusões". A escola mostrou os contos de fada, valorizou o dom da vida, a fé, a divina inspiração e o que pode haver para além do mundo visível, onde não há a certeza. Uma viagem que valeu a pena por estimular, com muito brilho e fantasias, o público a repensar sua existência.

Numa feliz coincidência, o refrão da São Torquato "Vai clarear, amanhecer o novo dia / O astro-rei vem abençoar a Independentes que chegou para brilhar" foi cantando forte pelo público que permanecia no Sambão do Povo, no amanhecer deste domingo (16) e foi o que aconteceu de melhor no Grupo Especial deste ano. 

A agremiação, que venceu o Grupo A em 2019, teve um desfile repleto de seres mágicos com foco da comunidade. A escola de Vila Velha fechou os desfiles e foi feliz na abordagem dos reinos encantados e seus principais personagens por meio de um enredo criativo.

O samba da vermelho e branco mostrou um universo múltiplo. Figuras que percorreram lugares por meio da imaginação. A agremiação canela-verde entrou na passarela com 1.5 mil componentes, divididos em 21 alas e três carros alegóricos, além de um tripé.

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