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Carnaval de Vitória: Desfiles do Grupo de Acesso A

Os desfiles do Grupo de Acesso A do Carnaval de Vitória tiveram início na noite desta sexta-feira (14), no Sambão do Povo, em Vitória. Antes do início dos desfiles, uma forte chuva caiu na região do bairro Mario Cypreste, mas nada que desanimasse os foliões.

Desfile da Pega no Samba deu início ao segundo dia de folia no Sambão do Povo. (FOTO: Reprodução/TV Educativa ES)
Pega no Samba
A escola Pega no Samba abriu o segundo dia de folia no Sambão do Povo. A agremiação do bairro Consolação, em Vitória, entrou com sete minutos de atraso na avenida, deviso a problemas para colocar o carro abre-alas na passarela.

A Pega no Samba desfilou com o enredo "Viva e deixe-me viver, Intolerância Jamais, o Pega Pede Paz", levando 900 componentes, com 14 alas, três carros alegóricos e um tripé. A escola mostrou a luta com a desigualdade e discriminação, com a participação de moradores de rua.

Desfile da Chega Mais homenageou a atriz e dançarina Luz Del Fuego. (FOTO: Carlos Antolini/PMV)
Chega Mais
A Chega Mais, do Morro do Quadro, em Vitória, segunda escola a desfilar, apresentou o enredo "Divina Luz - Dora Vivacqua".

Homenageou a atriz e dançarina capixaba Luz Del Fuego, nascida em Cachoeiro de Itapemirim e sucesso dos anos 40, que ganhou fama pelo mundo e em 2019 deu nome a um festival comandado pela cantora Gabriela Brown, que participou do desfile na passarela do samba capixaba.

O desfile foi composto por 1,2 mil integrantes distribuídos em 16 alas, e com três carros alegóricos e dois tripés. Em um dos carros, naturistas de diversas cidades do país representaram a atividade que Luz Del Fuego ajudou a difundir no Brasil.

A Andaraí homenageou a cachaça e a marca capixaba Princesa Isabel. (FOTO: Leonardo Silveira/PMV)
Andaraí
A tradicional escola de samba Andaraí foi a terceira agremiação a entrar no Sambão do Povo. Com fantasias de luxo e muitas alas coreografadas, ela mostrou que veio para brigar pelo título e retornar para a elite do carnaval capixaba. 

Ao todo, 1.200 pessoas em 22 alas, três carros alegóricos e um tripé, desfilaram e mostraram seu amor pela escola de Santa Martha, com o enredo "Na Pancada da Marvada - Pinga Água que Passarinho Não Bebe", numa homenagem a cachaça.

A Rosas de Ouro apresentou o congo e as tradições da Festa de São Benedito. (FOTO: Leonardo Silveira/PMV)
Rosas de Ouro
A Rosas de Ouro apostou em duas paixões dos capixabas para conquistar o público e os jurados no Sambão do Povo: o congo e o samba. A mistura de ritmos deu resultados imediatos: fez toda a torcida cantar seu refrão "São Benedito é um grande mandingueiro".

"Nkinzi a Longo a Ndombe Muna Ntima a Ntinu wa Kongo – Festa de Santo Preto na Coroação do Rei de Congo" é o nome do enredo, que apresentou as cores, os ritmos, a fé e as tradições da Festa de São Benedito e do congo.

A escola da Serra, a quarta a desfilar, não conseguiu cumprir o percurso no tempo estabelecido. Já se passavam 8 minutos do sinal verde quando a comissão de frente passou a linha amarela. Apesar deste contratempo, a escola fez um belo desfile, com dois carros alegóricos e um tripé, tendo 1 mil componentes em 16 alas.

A Chegou o Que Faltava lançou a sorte na passarela do samba capixaba. (FOTO: Leonardo Silveira/PMV)
Chegou o Que Faltava
Vice-campeã do Grupo de Acesso em 2019, a Chegou o Que Faltava foi a quinta agremiação a entrar no Sambão do Povo. A escola apresentou o enredo “Que Comecem as Apostas: Sorte Ou Azar, Só O Tempo Dirá”, apostando na sorte ao colocar patuás, figas e trevos no seu samba.

A agremiação contagiou o público e trouxe para avenida 1 mil componentes divididos em 17 alas e três carros alegóricos. A escola azul, rosa e branco, de Goiabeiras, tradicional no Carnaval de Vitória, trouxe alas com guardiões e guerreiros e várias que passaram pela avenida brincando com a sorte dos componentes.

A sorte foi lançada: cara ou coroa, bingo, caça níquel, jogo de cartas e dados, além de cassino com as croupies e quem sabe o título de campeã da escola de acesso.

O casal de mestre-sala e porta-bandeira é do Rio de Janeiro e São Paulo. (FOTO: Leonardo Silveira/PMV)
Unidos de Barreiros
A Unidos de Barreiros, com o enredo  "A Magia do Tempo", foi a penúltima a desfilar na madrugada de sexta para sábado, apresentando uma verdadeira linha do tempo na avenida.

A escola colecionou algumas irregularidades, como nos quesitos evolução e alegorias e adereços, nos quais os carros tinham nítidos problemas de acabamento. Ainda assim, trouxe fantasias luxuosas, esbanjou simpatia e fez bonito na avenida. A bateria "furacão" também contagiou o público e não deixou ninguém parado.

A agremiação do bairro São Cristóvão, em Vitória, desfilou com 1 mil componentes em 16 alas, e com dois carros alegóricos e dois tripés.

O dia já estava claro quando a Mocidade da Praia entrou na avenida. (FOTO: Leonardo Silveira/PMV)
Mocidade da Praia
Já amanhecia quando a Mocidade da Praia entrou na passarela do samba. Abordando com leveza e alegria o tema da inclusão, a escola levou cadeirantes e pessoas com diferentes tipos de deficiência para a avenida, provando que o Carnaval é uma festa para todos.

Com o enredo "Um mundo azul tão distorcido no espelho seu vou caminhando junto aos meus", a escola explorou com simplicidade, jogando luz sobre temas que ainda têm pouca visibilidade na rotina da sociedade.

A escola sediada na Praia do Canto, em Vitória, levou para o Sambão do Povo 1050 componentes em 17 alas, com dois carros alegóricos e dois tripés. Teve ainda a presença de interpretes de libras, em um desfile inclusivo.

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