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Banda Comichão ministra oficina de dança em escola de Cariacica

Uma animada oficina de forró, dança tipicamente nordestina, envolveu e balançou, no última quinta-feira (03), os estudantes do ensino regular e Educação Especial da Escola Estadual Ana Lopes Balestrero, localizada em Cariacica. A atividade é parte do projeto “Recreio Cultural com o Comichão”, ação realizada em parceria com a Secretaria de Estado da Educação (Sedu) e a Secretaria de Estado da Cultura (Secult). Muito empolgados, os estudantes da unidade de ensino receberam as primeiras orientações técnicas que envolveram ritmo, passos e posicionamento. Para isso, o “aulão”, feito na área interna da escola, contou com o apoio de três instrutoras e quatro dançarinos profissionais. 

Comichão comandou a oficina na escola localizada em Cariacica, na última semana. (FOTO: Divulgação/Sedu)













 A estudante da Educação Especial, Cinthya Aparecida Rodrigues, de 16 anos, é muda, mas mesmo diante da limitação, não se intimidou e mostrou ter muita habilidade com o forró. Após dançar com os amigos, por meio da intérprete de Língua Brasileira de Sinais (Libras), Elisangela Lourenço Monteiro, a adolescente revelou o que a atividade representa para o desenvolvimento pessoal e acadêmico. “Essa foi uma experiência única e marcante. A dança possibilita conversarmos sem usar palavras, as pessoas se entendem apenas com as expressões corporais. Fiquei extremamente feliz em poder participar junto com os demais estudantes, o que me estimula a permanecer ainda mais em ambiente escolar”, frisou.

Além da oficina de forró, por meio de uma exposição de arte, os estudantes puderam conhecer o início da carreira da banda, os primeiros instrumentos usados e a história nacional do forró e suas peculiaridades. Também foi apresentada aos estudantes a evolução da banda Comichão como um negócio/empresa, evidenciando a maneira de como foram adquiridos os primeiros instrumentos, conquistas no cenário musical capixaba, dentre outras curiosidades. 

A produção e leitura de cordéis com a temática “Sonho” também foi outra atração do projeto. De forma coletiva, os estudantes escreveram o que desejam para a vida pessoal, acadêmica e profissional. “Antes, eu não conhecia muito bem o que é o forró e confesso que fiquei surpreendida com a riqueza da cultura nordestina. Adorei conhecer a história da banda, os instrumentos e o crescimento profissional dos músicos no Espírito Santo. A música, independente do ritmo, nos dá inspiração para desenvolver outros trabalhos artísticos como poesia e ilustrações”, completou a estudante Brenda Kelves, de 16 anos.

Interatividade
Para tornar o projeto ainda mais interativo, durante a apresentação do show musical, o Comichão fez um convite para o estudante Wemerson do Nascimento Silva, de 17 anos, para tocar trombone junto com a banda. O momento especial animou os participantes, que dançaram ao som da música Charminho, composta pelo grupo capixaba. 
“Não esperava ser chamado e todos aplaudiram quando começamos a tocar. A música tem uma grande importância na minha vida, pois é uma atividade na qual eu realmente me sinto realizado. Fico contente quando descubro novas técnicas e posso colocá-las em prática”, afirmou. 

Oficina de forró em Cariacica. (FOTO: Divulgação/Sedu)
Wemerson começou a tocar trombone aos sete anos de idade. O incentivo para o talento artístico partiu do pai, que é trompista. Os primeiros sopros no instrumento foram dados no grupo musical da Igreja. Mais tarde, aos 12 anos, o estudante Wemerson conseguiu passar em um processo seletivo da Faculdade de Música do Espírito Santo (Fames), local onde até hoje aperfeiçoa os conhecimentos no grupo “Fames Jazz Band”. 

“Tenho vontade de me tornar um músico profissional e tocar em uma grande orquestra brasileira. É um sonho que vou fazer de tudo para alcançar, com o apoio da família e amigos”, frisou. “Nossa intenção é dar continuidade ao projeto, pois nele é possível propagar a importância da acessibilidade, mostrar os efeitos do empreendedorismo, e incentivar a inclusão social, dentre outros aspectos que contribuem para a formação dos estudantes dentro ou fora da escola”, destacou Luiz Paulo Ribeiro, produtor da Banda Comichão. 

Além da Escola Ana Lopes Balestrero, outras três escolas da rede foram beneficiadas com a atividade cultural. As unidades são João Antunes das Dores, situada na Serra; Agenor de Souza Lé, de Vila Velha; e Irmã Dulce Lopes Pontes, localizada no município de Viana. “Atividades como essas mudam a rotina da escola, proporcionando momentos de interação entre estudantes e corpo pedagógico da unidade. Isso também é uma estratégia que pode aumentar ainda mais o protagonismo estudantil, uma vez que nossa unidade possui grêmio, mostras culturais, feiras científicas, entre outras tarefas que estimulam a criatividade dos envolvidos”, finalizou a diretora Ana Maria dos Santos Palmeira.

Fonte: Sedu ES

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