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Carnaval de Congo de Máscaras marca o dia de Nossa Senhora da Penha em Roda D’Água

A comunidade rural de Roda D'Água, em Cariacica realizou na última segunda-feira (09), mais uma edição do Carnaval de Congo de Máscaras. É uma tradicional festa que surgiu a partir das procissões locais que eram feitas em Cariacica em homenagem a Nossa Senhora da Penha, sendo o único carnaval de máscaras de congo do Brasil.

Carnaval de Congo de Máscaras em Cariacica. (FOTO: Gabriela Montan/OMMC)
O evento em Roda D'Água mescla a tradição, a religiosidade, o folclore e a cultura do Espírito Santo. Representa a memória e a história do povo de Cariacica, ilustrado na festa das cores e do ritmo dos tambores e da casaca. Como marco da cultura do município, o congo mantém acesa uma das mais representativas manifestações folclóricas do Estado.

A batida do tambor, o som da casaca, a irreverência do mascarado e a religiosidade do congueiro anunciam mais uma edição do Carnaval de Congo de Máscaras de Roda D’Água. A centenária festa cultural do município reúne rituais dos filhos do congo que entoam antigas canções para homenagear a padroeira do Espírito Santo, Nossa Senhora da Penha.

João Bananeira
Uma das características que tornam as celebrações em Roda D’Água peculiares é a presença do personagem João Bananeira. Com máscaras coloridas e cobertos de folhas de bananeiras, plantação típica na região, essa era a forma, segundo contam os mais antigos, que os negros escravizados ou aquilombados da região usaram para driblar as proibições e preconceitos e pular a folia do congo sem serem reconhecidos.

O Carnaval de Congo de Máscaras em roda D'Água reúniu um grande público. (FOTO: Gabriela Montan/OMMC)
Outra versão diz que o fazendeiro mais rico da região, admirador do congo, mas que não queria revelar sua participação, teria sido o primeiro a usar a vestimenta. O fato é que a fantasia pegou e persiste ao tempo. Até hoje as pessoas, especialmente as crianças locais, ficam curiosas por saber a identidade dos vários João Bananeira que circulam brincantes pela região nesta data, enquanto diversas bandas de congo se apresentam. As identidades só se revelam ao final do dia.

Com informações de Gabriela Montan e Secom (Cariacica)

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