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Show de cores, luxo e criatividade nos desfiles do Carnaval de Vitória

Em oito horas de desfiles das escolas de samba do Grupo Especial, o Carnaval de Vitória teve mais uma noite histórica entre sábado (03) e domingo (04), no Complexo Walmor Miranda, o famoso Sambão do Povo, no bairro Mário Cypreste, na capital capixaba. Os desfiles foram marcados por um show de cores, luxo e criatividade na luta pelo título do carnaval do Espírito Santo.

Cena do desfile da Novo Império. A escola de samba de Caratoíra é uma das favoritas ao título do carnaval capixaba. (FOTO: Gustavo Andrade/OMMC)
Abrindo os desfiles, a Andaraí trouxe para o Sambão do Povo o enredo "Quem conta um conto, aumenta no ponto com a certeza de quem viu. Mas não leve tão a sério, é 1º de Abril". A verde e rosa de Santa Martha entrou na avenida com um carro abre-alas simbolizando uma caravela portuguesa, trazendo em destaque a serpente, símbolo da escola. Este carro alegórico teve problemas e atrapalhou o andamento da escola, deixando buracos na passarela. Com 18 alas e 1.200 componentes, a Andaraí terminou o desfile e cruzou a linha da dispersão às 23h07, com 1 hora e 4 minutos de desfile.

A Novo Império foi a segunda escola a desfilar no Sambão do Povo. Com o enredo “No vai e vem do mar, lá se vão 100 anos do Sindicato da Estiva”, a escola do bairro Caratoíra retratou o trabalho dos estivadores com quatros carros alegóricos e um tripé. As fantasias também chamaram a atenção pelos detalhes e acabamentos. A comissão de frente contou a história dos falcões mensageiros. O carro abre-alas, com 18 metros, representou a abertura dos portos. As crianças vieram em uma ala fantasiadas de algodão.

A tradicional bateria fez bonito mais uma vez e encantou os presentes com as famosas “paradinhas”. A escola estava bem colorida e o samba enredo foi cantado pelo público presente. No último carro, representando Nossa Senhora da Penha, a Azul, Rosa e Branco de Caratoíra trouxe parte da velha guarda da escola e a diretoria. A agremiação não teve intercorrências e terminou o desfile dentro dos 60 minutos. A Novo Império entrou na passarela do samba com 1600 componentes, 20 alas e quatro carros alegóricos.

A terceira escola a desfilar foi a Unidos da Piedade, que levou para o Sambão do Povo flores e muitas belezas com o enredo "Para não dizer que não falei das flores". Entre elas, a comissão de frente do carnavalesco Paulo Balbino, as fantasias ou figurinos, conforme o carnavalesco gosta de chamar, e a velha guarda, impecavelmente uniformizada. O carro abre alas teve 12 metros de comprimento e 9 metros de altura. Para presentar o público que lotou as arquibancadas, rosas vermelhas foram distribuídas. Outros membros da escola também jogaram perfume em direção às arquibancadas. Com 22 alas, 4 carros alegóricos e mais de 1.800 componentes, a Piedade concluiu o seu desfile em 59 minutos, um minuto a menos que o tempo máximo permitido.

A Independente de Boa Vista, atual campeã do carnaval capixaba, prestou uma merecida homenagem ao Centenário de Nelson Mandela, ex-presidente da África do Sul. Com o enredo “Sou Boa Vista... sou Madiba o canto da igualdade que ecoa no centenário de Mandela", o presidente e intérprete da Boa Vista Emerson Xumbrega, levantou o público para o desfile da agremiação. Em busca da quinta estrela, a Águia Furiosa cruzou o Sambão do Povo, com todos os segmentos, em um mar azul, vermelho e branco.

A passagem de Mandela por Cariacica, em 1991, foi lembrada pela escola, na última Ala "Sou Madiba, sou Mandela em Terras Capixabas" mostrando o período em que o mais importante líder da África e pai da moderna nação sul-africana esteve no estádio da Desportiva Ferroviária, o Engenheiro Araripe. A quarta escola a desfilar pelo Grupo Especial trouxe de novidade uma nova roupagem, com bastante colorido, cores fortes e vibrantes. Levou para avenida 1.500 componentes que deram um show de luxo e glamour nas 18 alas e nos quatro carros alegóricos.

O carro abre-alas da Mocidade Unida da Glória (MUG), com o símbolo da agremiação, um leão gigante com asas. (FOTO: Carlos Antolini/PMV)
Com o enredo "Entre confetes e serpentinas, uma paixão sem igual .... olhares que se cruzam ... bocas que se beijam : Amores de Carnaval", a Mocidade Unida da Glória (MUG) incendiou a avenida e mostrou o porquê ser uma das favoritas ao título do Carnaval de 2018. Mesmo debaixo de chuva a MUG brilhou e levou muita alegria à passarela do samba. A escola da Glória falou sobre os amores, possíveis e impossíveis, proibidos e desinibidos, que desvendam sedução e erotismo em alas que contaram triângulos amorosos retratados na ficção e na história. Já na comissão de frente o público podia ter uma ideia do que viria no restante do desfile, um triângulo amoroso formado por Pierrô, Arlequim e Colombina. Apesar da beleza da coreografia, algumas bailarinas caíram por causa da pista molhada. O carro abre-alas trouxe o símbolo da escola, um leão gigante com asas.

Os carros alegóricos da MUG chamaram atenção não só pelo tamanho, como pela idealização e acabamento. Assim como o conjunto de fantasias, todas belíssimas. e o responsável por tudo isso também foi um estreante, o carnavalesco Osvaldo Garcia, vindo de um quinto lugar na Unidos de Jucutuquara. A hexacampeã do carnaval desfilou com quatro carros alegóricos, 21 alas e 1,8 mil componentes. A agremiação entrou na avenida com muita pompa e luxo, mostrando que vai brigar ponto a ponto pelo hepta.

Nem a forte chuva durante o desfile da Pega no Samba atrapalhou o doce sabor do chocolate na avenida. A escola do bairro Consolação, em Vitória, contou a história do doce feito de cacau que coleciona apaixonados por todo o mundo. Com o samba enredo “Na celebração ao chocolate, a Locomotiva dá um show”, a escola deleitou os foliões que estavam no Sambão do Povo, com a história do chocolate, sua importância no Espírito Santo e sua introdução no Estado. Fernanda Oliveira, um dos destaques do segundo carro da agremiação, falou sobre a vocação do Estado. “A Pega no Samba está falando de um dos cartões postais do Espírito Santo, que é o chocholate, que também mantêm apaixonados por todo o Mundo. A escola está linda, veio com força e promete lutar pela vitória”, afirmou, em entrevista ao portal de notícias da PMV.

Sétima escola a desfilar, a Unidos de Jucutuquara mostrou no sambódromo o desejo que a coruja tem de ir muito mais longe. A heptacampeã do carnaval de Vitória trouxe um enredo Afro. A escola contou a história do Rei Ambrósio e seu quilombo, o mais duradouro de Minas Gerais, e celebra os 130 anos da libertação dos escravos no Brasil. Debaixo de chuva, a escola fez um belo desfile a  trouxe pra avenida 1.700 componentes, 17 alas e quatro carros alegóricos. O carnavalesco Petterson Alves surpreendeu a todos com fantasias luxuosas, mas com utilização de materiais simples e de muita criatividade. 

Um dos destaques do desfile foi à apresentação do casal de mestre-sala e porta-bandeira Thais Oliveira e Max Dutra. Com uma perceptível sintonia, o casal, dançou repletos de garra e energia e bailaram ao longo de todo o ensaio. Com aproximadamente 150 ritmistas o coração da escola de samba, a afinada Bateria da Nação embalou o desfile da agremiação e contagiou o público presente.

Fontes: TV Aribiri, PMV, Folha Vitória e Gazeta Online

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