O grupo Mais Astral anunciou que fará a gravação do projeto audiovisual em show na programação do Festival Delírio Tropical, na Praia de Itapuã, em Vila Velha, na curva de “Beverly Hills”.
A gravação do DVD será no próximo dia 31 de janeiro, a partir de 18 horas. "Um fim de tarde especial com muito pagode, vibe de verão e energia lá em cima!", anunciou o grupo.
Se há um grupo capixaba que é a cara do pagode praiano, de calçadão e de amores de verão, esse grupo é o Mais Astral. Quem acompanhou o Big Brother deve se lembrar de “Loirinha do Pagode”, escolhida como tema da modelo argentina Antonela, uma das concorrentes da quarta edição do reality show em 2004.
A canção que colocou o Mais Astral em rede nacional foi um dos destaques do primeiro CD da banda,”Mais Astral Ao Vivo”, gravado na Blow Up, na Praia da Costa. A lendária boate canela-verde, aliás, teve papel importante na consolidação do Mais Astral.
Formado por Brunão Fernandes (voz), Christian Anderson (banjo), Jean Buquer (pandeiro), Thiago Nideck (cavaco), Juninho Mariquito (reco), o grupo começou a carreira nos anos 2000 se apresentando de forma despretensiosa em rodas de samba e bares na região de Itapuã, mas foi na Blow Up onde de fato conquistou experiência de palco em animados pagodes que chegavam a atrair cerca de mil pessoas aos domingos.
A mistura de pagode e juventude dos integrantes do grupo logo chamou a atenção da juventude da Grande Vitória, e a profissionalização veio naturalmente.
Aproveitando a exposição nacional obtida no BBB, o Mais Astral lançou o segundo CD, “O Gosto da Felicidade”, gravado no Rio de Janeiro, em 2006, com produção de Torcuato Mariano, um dos mais requisitados da MPB e integrante do elenco de arranjadores do “The Voice Brasil” (TV Globo).
Contando com a participação de músicos renomados como Mauro Diniz, Marcelinho Moreira, Prateado e Marcos Esguleba, e os arranjos de Jota Moraes, este álbum emplacou a música “Só de Brincadeira” (Torcuato Mariano/Aloysio Reis) entre as mais tocadas nas rádios do Espírito Santo no ano de 2006.
Projeção nacional
Mantendo-se fiel ao pagode de viço jovem, o grupo chegou ao terceiro CD, “No Quintal da Gente”, em 2009, obtendo projeção nacional por meio da participação no quadro Desafio da Garagem, do programa “Domingão do Faustão”, da TV Globo.
Na ocasião, os capixabas ganharam três eliminatórias do duelo do pagode com “Mulher Radar” (Bruno Fernandes/Christian Anderson/Aloysio Reis), obtendo 62%, 69% e 78% dos votos do público, respectivamente.
O tema da canção está em sintonia com o estilo do Mais Astral, que costuma compor sobre jogos de amor – nem sempre correspondidos -, musas do samba, festas e diversão.
Em 2014, o grupo lançou o quarto CD, “Moqueca Musical”, gravado no Studio Music, em Vila Velha, com a participação de músicos capixabas como Jhonathan (Herança Negra), Bastos (vocalista do Trio Forrozão - in memorian), Fred (Macucos) e a dupla Evandro & Ranieri.
Com dez músicas inéditas, o álbum contou também com releituras do Mais Astral para sucessos de outros gêneros da MPB, como o forró/xote - “Esperando na Janela (Targino Gondim/Manuca Almeida/Raimundinho do Acordeom), gravada por Gilberto Gil na trilha sonora do filme “Eu, Tu, Eles”, e “Até mais Ver” (Targino Gondim) - e a bossa “Faz Parte do Meu Show” (Cazuza/Renato Ladeira).
Dessa forma, o Mais Astral ampliou horizontes musicais sem deixar de lado a sua base, que é o pagode alegre e despojado que forjou o seu estilo desde as saudosas domingueiras da Blow Up.
Festivais
Ao longo da carreira o grupo participou de shows e festivais importantes como a Festa da Penha, a Festa de aniversário de Vitória, o Festival de Música de Alegre, o Festival de Pagode de Niterói e os micaretas do Bloco Pica-pau, Nana Banana e Esculhambação, na Praia da Costa; além de dividir o palco com Exaltasamba, Fundo de Quintal, Grupo Revelação, Dudu Nobre, Molejo, Alcione e Jorge Aragão, entre outros artistas.
A partir de 2015 os integrantes passaram a se dedicar a projetos paralelos, reduzindo a agenda de shows do Mais Astral. Mas o vocalista Bruno Fernandes garante que o grupo permanece vivo e afinado para apresentações esporádicas, e a qualquer momento pode retomar o ritmo original. Porque, como diz o velho samba de Arlindo Cruz, Luiz Carlos da Vila e Sombrinha, “o show tem que continuar”.



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