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Exposição “Amazônia”, de Sebastião Salgado, atrai 12 mil visitantes em duas semanas no ES

A exposição “Amazônia”, do fotógrafo Sebastião Salgado, segue em alta no Cais das Artes, em Vitória, e já atraiu aproximadamente 12 mil visitantes nas duas primeiras semanas de visitação.

O número expressivo confirma a forte adesão do capixaba a uma das mostras mais relevantes da fotografia contemporânea em cartaz no País.

Exposição de Sebastião Salgado no Cais das Artes. (FOTO: Marcela Sampaio/Cais das Artes) 
Após passagens importantes por centros culturais internacionais, como Paris, Roma e Londres, e por cidades brasileiras como Rio de Janeiro, São Paulo e Belém, a exposição chega ao Espírito Santo mantendo o mesmo protagonismo que marca sua trajetória.

Com curadoria de Lélia Wanick Salgado, “Amazônia” propõe uma imersão sensorial na floresta e nos modos de vida de seus povos originários, combinando fotografia, som e narrativa em uma experiência que dialoga com temas urgentes da atualidade, como preservação ambiental e diversidade cultural.

Ao longo das últimas semanas, o público tem transformado a visita à exposição em um programa completo. Além da imersão proporcionada pelas cerca de 200 fotografias em grande formato, vídeos e trilha sonora original, o entorno do Cais passou a ser ocupado de forma espontânea por famílias, turistas e grupos de amigos.

A localização privilegiada, na Enseada do Suá, com vista para a baía de Vitória, tem contribuído para esse movimento.

O espaço se transformou em ponto de encontro, especialmente nos fins de semana, quando o fluxo de visitantes se intensifica e se mistura a experiências como a contemplação do pôr do sol, a presença de food trucks e a permanência nas áreas abertas do complexo.

Exposição no Cais das Artes. (FOTO: Divulgação/Cais das Artes)
Visitantes como Carolina Bonesi, moradora de Vitória, que já conhecia o trabalho de Sebastião Salgado, por meio do Instituto Terra.

“A gente que é daqui não imagina como é a Floresta Amazônica. E pelas fotos a gente tem a oportunidade de se sentir na Amazônia. Venham conhecer essa exposição lindíssima, desse artista, fotógrafo, que vai ficar na história da gente para sempre e deixou um legado para a humanidade que é o Instituto Terra”, convida a visitante.

 A realização da mostra no Espírito Santo também ocorre em um momento simbólico. Apresentada menos de um ano após a morte de Sebastião Salgado, em maio de 2025, a exposição reafirma a potência de seu legado, agora acessível ao público capixaba em um dos mais importantes equipamentos culturais do Estado.


“O número expressivo de visitantes nos primeiros dias da exposição confirma a força e a relevância desse complexo cultural para o Espírito Santo. É um momento histórico para o Estado, que, com a abertura do museu do Cais, passa a se posicionar de forma ainda mais estratégica no circuito cultural nacional e internacional”, destacou o secretário de Estado da Cultura, Fabricio Noronha.

A exposição conta com patrocínio global da Zurich Insurance Group, que também apoia iniciativas de restauração ambiental desenvolvidas pelo Instituto Terra, fundado por Salgado e Lélia Wanick.

Em Vitória, a realização é do Cais das Artes, sob gestão da Organização dos Estados Ibero-americanos (OEI), em cooperação com o Governo do Estado, por meio da Secretaria da Cultura. Amazônia fica em exposição até junho, com entrada gratuita, de quinta a domingo.

A entrada na exposição é gratuita. (FOTO: Divulgação/Cais das Artes)
Sebastião Salgado
Mineiro de Aimorés, o fotógrafo Sebastião Salgado é reconhecido mundialmente por sua obra documental de forte impacto social e ambiental.

O que poucos sabem é que Salgado se formou em Economia, na Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes) antes de se dedicar integralmente à fotografia. Essa formação permeou seu olhar, atento às desigualdades, às relações de trabalho e à sobrevivência cultural.

Em mais de 120 países, registrou marcos históricos como a Guerra do Golfo (1991), o genocídio em Ruanda (1994) e a febre do ouro em Serra Pelada, no Pará.

Ao longo da carreira, publicou livros marcantes como “Outras Américas”, “Sahel”, “Terra”, “Êxodos”, “Retratos”, “África”, “Gênesis”, “Perfume de sonho” e “Amazônia”, todos acompanhados de exposições internacionais de grande repercussão.

Suas obras foram exibidas em importantes instituições culturais e seguem em turnê pelo mundo.


Entre seus principais títulos e reconhecimentos estão o Grand Prix National de la Photographie (França), o Praemium Imperiale (Japão) e o título de Doutor Honoris Causa pela Universidade de Harvard.

Foi membro da Académie des Beaux-Arts do Institut de France e membro honorário das Academias Americana de Artes e Ciências e de Artes e Letras. Em 2023, foi listado pela revista Time entre os 100 líderes climáticos mais influentes do mundo.

Sua trajetória também foi retratada no documentário “O Sal da Terra”, dirigido por Wim Wenders e seu filho Juliano Ribeiro Salgado.

Parceira fundamental em sua carreira, Lélia Wanick Salgado é responsável pela concepção, design editorial, curadoria e cenografia da maioria dos livros e exposições do fotógrafo, desempenhando papel essencial na construção de seu legado artístico. Sebastião Salgado faleceu em maio de 2025, aos 81 anos, em Paris.

Serviço
Exposição “Amazônia”, de Sebastião Salgado
Local: Cais das Artes – Rua Judite Maria Tovar Varejão, Enseada do Suá, Vitória
Funcionamento: quinta a domingo, das 10h30 às 18h
Entrada: gratuita, com retirada do ingresso no link da bio do @caisdasartes.es
Classificação: livre

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