A Pega no Samba abriu o Carnaval de Vitória, na noite desta sexta-feira (6), no Sambão do Povo, levando alegria, emoção e forte mensagem cultural para a avenida. A escola contagiou o público, que acompanhou com entusiasmo cada ala e cantou junto o samba-enredo nas arquibancadas, camarotes e por toda a pista.
A agremiação transformou sua passagem pela avenida em um momento de celebração, fé e consciência cultural, marcando o início do Carnaval 2026 com entusiasmo e reafirmando a importância do evento para a identidade, cultura e a memória do povo capixaba.
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| Desfile da Pega no Samba. (FOTO: Marcos Salles/Prefeitura de Vitória) |
As cores da escola, o azul, o branco e o vermelho, simbolizam a alegria, a diversidade e o pertencimento da comunidade que sustenta a escola, reforçando o vínculo entre o território e o espetáculo apresentado na avenida.
A figura do Caboclo, entidade das religiões afro-indígenas, ganhou vida em alas e carros alegóricos deslumbrantes. Rios, florestas, animais e a força dos povos originários foram representados com coreografias vibrantes e alegorias que misturavam tecnologia e arte manual.
A bateria, afinada e poderosa, parecia traduzir em som o estremecer da mata e os cantos dos guardiões, descritos no samba. A bateria animada fez o público levantar.
Figura emblemática dessas tradições, o Caboclo Sete Flechas foi retratado como símbolo da sabedoria da mata, da força dos povos originários e do equilíbrio entre o ser humano e o meio ambiente, conduzindo o desfile com mensagens de proteção, cura e respeito às tradições ancestrais.
A natureza foi elemento central da apresentação. Alegorias e fantasias deram forma a rios, florestas, ventos e animais, apresentados como morada dos encantados e extensão do próprio Caboclo.
O samba-enredo reforçou essa conexão ao destacar versos como "A fauna e a flora em plena harmonia" e "Nos quatro elementos naturais, a sabedoria dos antigos ancestrais", ecoando pela avenida e sendo cantados com força pelo público.
A empolgação foi visível desde o início do desfile. Refrões como "Okê, Caboclo, okê!" e "Ele é o rei da mata, é o dono do congá" foram entoados em coro nas arquibancadas, criando um clima de celebração coletiva.
As religiões de matriz africana e afroindígena tiveram papel de destaque, reafirmando o carnaval como espaço de axé, diversidade cultural e manifestação da fé popular. Culturas, tradições e práticas originárias da África, trazidas para o Brasil pelos africanos escravizados, com destaque na passarela.
O canto, a dança, o toque dos tambores e a força coletiva transformaram a apresentação em um grande ritual simbólico, reforçando o Sambão do Povo como território legítimo de expressão cultural e religiosa.
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| Desfile da Pega no Samba. (FOTO: Marcos Salles/Prefeitura de Vitória) |
Sabedoria
Figura emblemática dessas tradições, o Caboclo Sete Flechas foi retratado como símbolo da sabedoria da mata, da força dos povos originários e do equilíbrio entre o ser humano e o meio ambiente, conduzindo o desfile com mensagens de proteção, cura e respeito às tradições ancestrais.
A natureza foi elemento central da apresentação. Alegorias e fantasias deram forma a rios, florestas, ventos e animais, apresentados como morada dos encantados e extensão do próprio Caboclo.
O samba-enredo reforçou essa conexão ao destacar versos como "A fauna e a flora em plena harmonia" e "Nos quatro elementos naturais, a sabedoria dos antigos ancestrais", ecoando pela avenida e sendo cantados com força pelo público.
Outros registros:
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| Desfile da Pega no Samba. (FOTO: André Sobral/Prefeitura de Vitória) |


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