As composições criadas por internos do sistema prisional capixaba durante oficinas de criação musical estão disponíveis, a partir desta segunda-feira (17), em 23 plataformas de streaming e lojas digitais, incluindo Spotify, Apple Music, Deezer, Amazon Music, YouTube e YT Music.
As canções são frutos do Paisagem Sonora, um projeto cultural que integra arte, escuta, escrita criativa e reconstrução de trajetórias por meio da música.
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| Oficinas aconteceram entre setembro e outubro. (FOTO: Divulgação/Paisagem Sonora) |
A iniciativa foi desenvolvida sob coordenação da Gerência de Educação nas Prisões da Secretaria da Justiça (Sejus) e apoio da Assessoria de Estratégia e Inovação (Assesi), com recursos do Edital de Difusão Musical do Fundo de Cultura do Espírito Santo (Funcultura), por meio da Política Nacional Aldir Blanc (PNAB), em parceria com a Secretaria de Estado da Cultura (Secult-ES).
Durante os encontros, os participantes vivenciaram um processo artístico completo: desde a escrita criativa e o desenvolvimento de letras até a gravação de vozes e construção coletiva das músicas. As atividades foram conduzidas pelo músico, produtor e idealizador do projeto Glauber Jansen, que também assina a direção artística do EP.
Além das faixas musicais, foram lançados dois videoclipes, produzidos com imagens captadas durante os encontros nas unidades, ampliando a potência sensível do projeto e revelando bastidores de afeto, entrega e vontade de mudança.
Composições selecionadas
O EP reúne, ao todo, sete músicas autorais: quatro faixas produzidas na PEVV5, sendo: Regenerado, Diário da Superação, Esperança e Liberdade e Poesia de um Detento, além de três faixas gravadas no CPFC: Recomeço, Família e Oração de Mãe.
“As músicas revelam vivências intensas, dores e esperanças dos internos e internas. São letras que tratam de saudade, fé, desigualdade e desejo de recomeço. Em comum, todas carregam a força de quem escolhe transformar sua história”, destaca Glauber Jansen.
Para o secretário de Estado da Justiça, Rafael Pacheco, o projeto é um exemplo do impacto positivo da arte nos processos de ressocialização.
“Esse projeto mostra que a arte, por meio da música, pode abrir horizontes, promover mudanças e fortalecer a autoestima. Para nós, da Secretaria da Justiça, ver essas músicas ganhando o mundo por meio das plataformas digitais é a prova de que oportunidades bem conduzidas geram mudanças reais. É a demonstração de que, quando oferecemos ferramentas de expressão e autonomia, contribuímos para formar cidadania, responsabilidade e novos sentidos de vida. A arte, aqui, se torna ponte entre o passado, o presente e um futuro possível”, ressaltou Rafael Pacheco.


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